Neste recital organizado pol@s Amigos da Ópera da Corunha, que inclui canção galega, ópera e zarzuela, vão me acompanhar a soprano Alba López Trillo e o pianista Gabriel López.

Este Ciclo de Lírica inclusiva tenciona aproximar o canto lírico a espaços onde não tem presença habitual. Neste caso, imos atuar no Centro Cívico dos Malhos em 2 de novembro às 19h00.

Programa:

I
Giacomo Puccini: “Sola, perduta, abbandonata”, Manon Lescaut. 
Gaetano Donizetti: “Gioco di rea fortuna… O Lisbona, alfin ti miro”, Don Sebastiano.
Wolfgang A. Mozart: “Il core vi dono”, Così fan tutte.
Giuseppe Verdi: “Merce dilette amiche”, I Vespri siciliani.
Ambroise Thomas: “O vin, dissipe la tristesse!”, Hamlet.
Giuseppe Verdi: “Pura siccome un angelo”, La traviata.

 
II
José Baldomir: “Maio longo”.
Juan Durán: “Un repoludo gaiteiro”.
Joám Trilho: “Rosa de abril”.
Fernando L. Briones: “Lela”.
Reveriano Soutullo e Juan Vert: “Los cantos alegres… Ya mis horas felices”, La del Soto del Parral.
Ruperto Chapí: “Carceleras”, Las hijas del Zebedeo.
Pablo Sorozábal: “Que dices, Katiuska?”, Katiuska.

Em 15 de fevereiro vou participar no lançamento do livro de partituras Cantigas líricas galegas, da autoria de Antón de Santiago e publicado por Edicións Fervenza. Vai ser no Auditório da Sede da Afundación na Corunha às 20h00.

Esperanza Mara (soprano), Enrique Martínez (tenor), Eliseu Mera (barítono).

Manuel Villar (diretor).

Banda de Música de Valga.

Coro Gli Appassionati.

Auditório de Valga, 3 de julho de 2016.

Fotos: José Alberto Solla Barreiro.

O 3 de julho, às 21h00 no Auditório Municipal de Valga, vou estar com Esperanza Mara e com Enrique Martínez nessa homenagem aos goliardos que são os Carmina Burana de Carl Orff, estreando uma versão em galego dirigida por Manuel Villar.

Vemo-nos!

Ontem, no Teatro Rosalia de Castro da Corunha, juntamo-nos um grupo de cantores líricos ligados à Galiza com a intenção de apoiar a continuidade da Temporada Lírica da Corunha. Figemo-lo porque confiamos em que ainda se está a tempo de arranjar as cousas.

Foto: El Ideal Gallego

Nesta fim de semana vou participar em dous concertos. O sábado, 10, vou estar numa homenagem ao mestre e amigo Antón de Santiago na igreja de Santiago da Corunha. O domingo, 11, num concerto do Herbens Consort no Mosteiro de Aciveiro dentro do festival Espazos sonoros.

Poderás atopar mais informação nos eventos do Facebook correspondentes com a Homenagem a Antón de Santiago e com o concerto em Aciveiro.

O sábado 28 cantarei o Te Deum de Marc-Antoine Charpentier na Concatedral de Vigo com a Orquesta Clásica de Vigo dirigida por Manuel Martínez.

Vai ser a primeira vez que faça esta peça que, ainda que para o grande público seja especialmente conhecida polo seu prelúdio, é uma das mais importantes criações sacras do Grand Siècle francês.

Apesar de estar habituado a interpretar a música barroca com instrumentos de época e afinados a 415, como fazemos no Herbens Consort, não acredito que isto seja uma condição necessária para afrontar este repertório com sucesso, como prova a excelente trajetória da Clásica de Vigo e do seu titular, Manuel Martínez.

O próximo 16 de novembro terei a honra de estrear a peça de Juan Eiras Labirinto azul (I). Poemario Vindel. Trata-se duma homenagem a Martín Códax no centenário do descobrimento do Pergaminho Vindel, e é fruto duma encomenda da Orquestra Sinfónica Vigo 430 e do Departamento de Cultura da Câmara de Vigo.

É já a terceira colaboração que realizo com esta orquestra, já que previamente cantei com ela a parte de baixo solista do Requiem de W. A. Mozart, e participei também no espetáculo cénico Bach, a alegria move-se. Ademais de agradecer-lhe à Vigo 430 o facto de volver confiar em mim, faço o próprio com o Juan Eiras por escrever-me esta maravillosa parte na qual mar e poesia fundem-se num tudo.

Vemo-nos pois nuns dias no Centro Cultural Afundación (Teatro García Barbón).

Entradas: taquilla.servinova.com

Foi toda uma honra para nós que o Herbens Consort fosse o primeiro grupo em dar un concerto da considerada música clássica num lugar tão emblemático como a Casa das Crechas.


Uma das formas musicais polas que tenho uma especial predileção é o madrigal. Seguramente isto se deva a que representa o primeiro intento de encontrar uma íntima conexão entre a música e a poesia, rompendo com o modelo estrófico dominante até esse momento.
Jakob Arcadelt era um desses compositores franco-flamengos aos que lhes devemos o desenvolvimento da polifonia, e é o autor deste “Il bianco e dolce cigno” [O branco e doce cisne]. Lamentavelmente desconhecemos quem escreveu a poesia, especulam-se nomes como Giovanni Guidiccioni ou Alfonso d’Avalos mas nada sabemos con certeza.
O texto fala-nos dum homem que se encontra no final da sua vida e que o afronta primeiro chorando, mas finalmente con serenidade e mesmo alegria. O Arcadelt joga maravillosamente com as tensões entre uma textura homofónica, igualmente moribunda, que lhe estava a ceder o seu domínio à polifonía. De seguro que o compositor não matinava neste paralelismo, mas o certo é que a substituição duma textura pola outra deu-nos uma das etapas mais brilhantes da história da música puramente vocal.
Com este mesmo texto fez também um espléndido madrigal Orazio Vecchi, acho que com óbvias reminiscências do anterior, mas o do amigo Arcadelt chegou antes a mim e com ele fico.